...Quando dei por mim, já era! Pedi desculpas, assumi que me excedi! ...
Palavras ditas são jogadas ao vento, e quem pode dizer aonde vão parar? Assim como ações, depois de feitas não há como voltar atrás.
E quem pode julgar?
Quem pode afirmar o que levou o outro a cometer um excesso, ou o que se passou por sua cabeça ao cometê-lo?
Ninguém.
A fragilidade humana é absoluta e itinerante. A cabeça pensante é feita de registros que se acumulam durante a vida cujos entendimentos são individuais, muito particulares.
E o que é a visão do que o outro enxerga?
Mais que a forma, as cores e a profundidade, ver não é tarefa fácil para quem opta por deixar de enxergar.
Que cada um faça sua parte. Cada um pense o que quiser. Mas não julgue quem não conhece quem não se convive, só porque não é igual a você...
Quem é você para decidir o que é certo ou errado?
Quem é você?
(E essa pergunta tem duplo, triplo, multi sentidos!)
(E essa pergunta tem duplo, triplo, multi sentidos!)
Quem nunca pecou por excessos? E se afirma que nunca extrapolou, como julga o outro que o cometeu? Com que base, se certamente, nunca vivenciou o descontrole?!
E por que preconceito, quando o excesso vem de todos os sentidos? Do paladar, tato, audição, olfato, visão!
Excesso é tudo que é demais, o que foge ao controle dos sentidos, o que co-existe com a realidade de qualquer um! Por que apontar o dedo para o outro? Quando ninguém está livre de se exceder?
Para que rótulos? Quando rótulos são exceções marcadas pelos pré-conceitos?
Pobre daqueles que não são fortes e se deixam levar pelo excesso...
Mas, ainda pior são aqueles que não se sujeitam a eles e se sentem estupidamente superiores para criticá-los.
Quem pode saber do dia seguinte?
Fique feliz por acordar e poder descobri-lo!
Agradeça pela ressaca moral, por ter capacidade de distinguir o certo e o errado, que aqui lê-se, saber distinguir o que é bom e saudável do que é maligno e destrutivo.
O que dá sentido à vida é a sabedoria de dosar as experiências com equilíbrio.
Amy não soube...E morreu depois de uma última dose.
Quem disse que sobreviver às leis dos homens seria fácil?
Por Carolina Roldan